4. Em Jerusalém

Depois de alguns dias, chegamos em Jerusalém, mais uma vez estamos aqui. A cidade é sempre movimentada, mercados, ruas ao redor do templo e muitas pessoas indo e vindo. 

Eu e Eleazar estamos nos hospedando na casa dos seus tios, Hanokh e Abigail. Pessoas muito gentis que tem nos acolhido para esse período que iremos passar por aqui. Chegamos bem no sexto dia e como amanhã já é o Shabat, precisamos nos preparar. 

Durante a tarde estava caminhando um pouco antes do pôr do sol, quando vi algumas crianças brincando e me lembrei de uma história que meu aba me contava:

Em uma pequena aldeia havia um velho rabino conhecido por sua sabedoria e por estar sempre observando os detalhes da vida.
Certo dia, ele passou perto de um grupo de crianças que brincavam de construir um muro de pedras. Cada uma trazia pedras do campo e empilhava com entusiasmo, competindo para ver quem faria o muro mais alto.

Uma delas, um garotinho, fez um muro pequeno, mas firme e bem alinhado. As outras riam, dizendo:
— “Seu muro é o menor de todos!”

O menino respondeu calmamente:
— “Pode ser o menor, mas ele não cai com o vento.”

O rabino, ouvindo tudo, sorriu e pensou:
— “Assim é também o homem diante de Deus. Alguns constroem muros altos — feitos de aparência, de palavras e orgulho. Mas quando o vento da provação sopra, tudo desmorona. Outros constroem algo pequeno, mas feito com sinceridade e cuidado, e esse permanece.”As crianças o escutaram em silêncio, e o velho rabino acrescentou:
— “Na vida, é melhor ter um muro baixo que dure, do que um muro alto que caia. Porque o Eterno não mede a altura das obras, e sim a firmeza do coração.”

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