Todas as decisões que tomamos na vida têm um custo — e o custo do discipulado não é diferente. Até mesmo a decisão de não decidir gera consequências, altas ou baixas.
Ao olharmos para as Escrituras, percebemos que os discípulos que seguiram a Jesus, sem exceção, precisaram tomar uma decisão: seguir ou não a Jesus.
Essa é, inclusive, a mesma pergunta que precisamos responder hoje.
O que é um discípulo?
“Quem recebe disciplina ou instrução de outra pessoa; aluno. Quem segue as ideias ou imita os exemplos de outro.”
Logo, se falamos de um discípulo de Cristo, concluímos automaticamente que ele buscará imitar a Cristo.
Mas o que Cristo realizou que nos inspira a imitá-lo?
“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus;
mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.”
(Filipenses 2:5-8)
Diante disso, surge a pergunta: qual é o custo real de buscar imitar o Senhor e seguir o padrão de vida do Mestre?
Para isso, precisamos analisar o que essa decisão realmente exige de nós.
Calculando o custo
Quando falamos em “calcular o custo”, devemos analisar perdas e ganhos, avaliando tudo o que pode ocorrer ao longo do caminho.
Contudo, só é possível avaliar o custo do discipulado quando o seguidor está consciente das demandas que esse caminho impõe.
A seguir, alguns pontos essenciais a serem considerados:
1. Comprometimento
Jesus busca pessoas que o sigam não apenas pelo pão que Ele oferece, mas pelo que Ele é e pelo que Ele fez por nós — algo que jamais poderíamos fazer sozinhos.
Jesus sempre esteve rodeado por multidões, mas quem acordava com Ele, comia com Ele e ouvia Seu nome diariamente eram os discípulos — aqueles que decidiram caminhar ao Seu lado todos os dias.
- Pedro, André, Tiago e João deixaram seus barcos.
- Mateus deixou a coletoria de impostos.
- Paulo deixou toda a sua antiga vida para trás.
Todos se comprometeram a viver para Cristo.
2. Amor
Seguir a Cristo não significa abandonar a família, amigos ou responsabilidades.
A questão central é: qual é a prioridade em sua vida?
Muitas vezes dizemos que amamos a Deus, mas não conhecemos o que Ele ama.
Afirmamos seguir a Jesus, mas não sabemos se estamos vivendo onde Ele deseja que estejamos — seja no trabalho, na faculdade, em um relacionamento ou em qualquer outra área.
O verdadeiro amor por Deus se revela na obediência e na disposição de viver segundo Sua vontade.
3. Perda
“O discipulado não é tanto sobre como ganhar, mas sobre como perder.”
— Jonas Madureira
Após um longo dia de inverno, sentimos alívio ao retirar o excesso de roupas e ficarmos mais leves.
Da mesma forma, quando decidimos seguir a Cristo, precisamos nos desfazer daquilo que nos afasta d’Ele.
Os pecados nos pesam diariamente, e é necessário perdê-los para ganhar em Cristo.
Toda conduta inadequada, prática pecaminosa e vício precisa ser deixado para trás.
Não podemos esperar que tudo aconteça conforme nossos desejos, pois o discipulado é imitação de Cristo, não inovação pessoal.
Não fomos chamados para “ajudar” Jesus, mas para nos deixarmos moldar por Ele.
Quando deixamos o nosso “eu” de lado e seguimos o “Eu” de Jesus, estamos vivendo a verdadeira renovação: não a do mundo, mas a de nós mesmos.
Ser modelo para os fiéis é escolher imitar Cristo, ou seja, fazer de Jesus o modelo para a vida, e não apenas para os fins de semana. Isso vai causar a admiração das pessoas justamente porque seu objetivo não é ser modelo para ser reconhecido, mas ser modelo para Cristo ser visto. (Jonas Madureira)
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